terça-feira, 10 de março de 2009

P.S. As Lembraças de um Verme














Ao verme que devora da minha alma e me lembra da minha mortalidade dedico a dor dos meus sentimentos. Este Verme punguista ainda trouxe-me a alcunha de covarde. Poderia leitor, ele macular a honra desse pobre macetão? Macetão - mesura para aumentar a alegoria do moço -deixe por favor, eu, voltar ao intróito dessa história, há tempos meus sonhos são visitados por um estranho , ele, não é um homem é um animal - bonito a princípio - mas aos poucos esse animal vira um verme - um verme transeuntes - ele é como a vaga, ele me ataca, não com armas cortantes, ele não alveja minha carne, ele é carnívoro, porém não degusta da minha carne, ele atinge meus pensamentos e isso dói. É, eu sei bom e fiel amigo! como pode ele atacar meus pensamentos e eu sentir dor? não, não dúvide estúpido cético da minha dor, essa dor é claro, não é mortal, mas ela me deixa louco, isso tudo é... eu sei meio dúbio e é essa dubiedade que vou tentar explicar, é certo que vou tentar dulcificar a história.O ovo, o verme nasceu de um ovo, no princípio o ovo já existia, mas o Verme não, ele nasceu depois, talvez tenha sido o tempo que chocou o ovo e o Verme nasceu, agora ele existe. Isso tudo é muito complexo, complexo como os dodecafonistas que usam doze notas, eu, eu não, eu uso apenas uma. Se eu fosse a casca o verme séria o que? O Verme, ele é o personagem protagonista dessa história, eu acho. Não que ele realmente seja um verme, e que não arrumei adjetivo que o descreve-se, isso também cansa, e eu gosto de chamar esse "ser" de VERME, eu sou apenas uma pessoa em processo de metamorfose, não que eu seja um adolescente, isso é incerto. "A vida não é LÓGICA." ( como eu queria não colocar aspas nessa frase). Isso é certo, não é lógica, "a vida não é lógica", se fosse eu acharia uma fórmula para me livra desse Verme, eu me olho no espelho e vejo minha face, porém ela vai aos poucos se transfigurando até ... que meu rosto toma a aparência do verme, senti é a emoção do olhar, vejo na hora mesma em que sou visto,é , eu me olho no espelho ... porém o espelho reflete a imagem do Verme. Verme! Verme! Srº. Verme! foi essa imagem que encontrei para dizer que eu sou o Verme.



Londom Carter.

Um comentário:

Ligia Maria Ruvenalth disse...

Para os Vermes.
Eu sou o espaço em busca de um infinito maior. Eu sou o infinito que me menor.
Gostei muito.