sábado, 4 de abril de 2009



Saudades da minha infância querida


Retorno ao meu passado
através de lembranças armazenadas
em minha mente,
sinto profundas saudades de outrora.
***
Outrora a inocência reinava
em meu ser
e não existia malícia
em meus atos e decisões.
***
É com pesar
que o tempo não volta,
erros são cometidos
e inútil retornar no tempo.
***
Em vão que arrependo dos meus erros,
que erros cometi quando criança?
Eu era uma menininha sonhadora,
inocente e ingênua
que questionava a razão de estar só,
de não ter a companhia de ninguém.
***
Houve um tempo
em que conversava com um amigo imaginário,
era presente em todos os momentos,
eu não o via,
nem recordo do nome dele,
nem existia realmente.
***
Temendo ser descoberta falando sozinha
criei em minha mente através da minha imaginação
um mundo ilusório e platônico.
Fui escravizada durante anos
pela caverna dos meus pensamentos ilusórios.
Libertei-me dos grilhões que me prendiam
ao mundo do obscuro e fantasioso,
encontrei a saída após avistar a luz
e fui rumo a um mundo novo de descobertas.
***
Fugi do vazio da minha vida,
busquei a salvação da minha alma
através da amizade e dos livros.
***
O tempo,
maior culpado e corrupto,
passou como um relâmpago,
nem percebi a sua presença,
a minha infância foi-se embora,
e perdi a inocência de ser criança.
***
Há tempos que não sou mais criança,
o meu espírito permanece sendo,
logo serei mulher.
Nunca esquecerei do passado
e sentirei saudades da infância querida.
Janaina Ramos

2 comentários:

Páris Alexandre disse...

Síndrome de Casemiro de Abreu.

Ligia Maria Ruvenalth disse...

Realmente lembra o Casemiro de Abreu, mas as nossas inspirações tem que ser em alguém realmente grande.